Embalsamamos nossos corpos as margens do rio branco
enquanto muito se sentia e pensava,
a tarde a nossa volta parecia irradiar a
paz perpétua
entre cravos e rosas,
eu me sentia respirar
algo diferente do oxigênio
um elemento mais refinado
que só nasce na árvore
de um coração e
nas raízes de um corpo em terremoto.
Pessoalmente,
intimamente sacra e ao mesmo tempo tão pagã,
cheia de detalhes sórdidos
e crenças misteriosas.
Embelezando o que eu tenho
por conhecimento de vida.
Queria tua fragrância impregnada em um dia de vendaval,
tua mão apoiada no meu colo sem querer,
a troca de olhares por querer
e nossas bocas juntas
formando uma espécie de chave
que abriria a porta
de uma realidade paralelamente dita
como nossa.
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