Roubar o beijo da medusa, seduzindo suas madeichas
com a fruta proibida
que derramou o pecado na terra,
enquanto se cala na pedra
palavras sem nexo e sem inspiração.
Fazer de conta que tudo conta,
mesmo não subtraindo
ou dividindo o cabo de guerra em duas pontas,
ou conhecendo de números
e contar carneirinhos.
Olhar o tempo afterlife, dizendo:
Se virem sem mim, pois o amanhã foi embora
e o passado guardei no bolso.
Rezar um terço de sementes de açaí,
viver vivendo por ai
com um calo-sorriso no pé.
O impulso é um arco-íris
arco-retina
arco-olhar
que flecha a previsibilidade mecânica da reação inorgânica
na testa, no peito.
Na falta de um coração
a gente improvisa algo mais ludico
mais facil de se entender.
Tendemos a isso..
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