sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Auto Crítica

Auto crítica transvestindo pesadelos submersos
Análises incisivas sob olhos gordos
A miragem do não ser satisfeito
Obra inacabada por não se sentir capaz.
Falta o ar longe do ultimo suspiro
Embora hajam inúmeros obstáculos
Desajeitados
Tentando tatear uma saída.
Esta pena do "eu"
Pesa no vazio
Que preenche e transborda
Na boca de um tubarão faminto.
Devorado embora distante
Sensações de um exilado
Lado a lado com as sombras
Barradas da luz.
Se as forças contra maré afogarem-se
Morreremos na praia artificial,
Deitados na fuligem do que fora nossa autenticidade
E ampla metamorfose do poder construtivo.

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