quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Rotineiro Espanto



Sinto-me beijado
Pelos raios engatinhantes da manhã,
Raios estes
Que perpassam-me a carne morna
E esterilizam-me ao rotineiro espanto que é viver.

Permeiam-me o labor das boas notas
Pra assim nivelar-me ao ritmo das ondas,
Que arremessadas aos meus pés me dão forças
Para seguir meu contentamento prazer de ver
Mais um novo dia nascer.

Não temo a névoa pairante sobre o futuro incerto
Não temo
Pois não tenho o peso em mim da indiferença
Dos diferentes
Nem alimento ilusões de um póstumo presente perfeito.
Tudo há de se criar
De ainda se tomar pelas mãos.
E todos os dias terei este sol
Para me amar e a música para me usar
Pra usa-la como ferramenta de luz..

Nenhum comentário: