Sou daqueles tipos de escroto paradoxais
Que se permitem plenamente
Dentro das libertinagens
Respeitando-as mutuamente, e aleatoriamente,
Respeito!
Me empanturro de amor,
De amar
Fazendo amor
Extraindo cada suor visceral
De cada poro do corpo
Me fodo, fodo
me comem
Como, uso,
Me permito ser usado
E que me joguem
E me tranquem e me abriguem
Me zelem e iluminem
Rasgo estes véus desnudos
Que ilusoriamente disfarçam a diferença
Entre o divino e o profano
Pois quem sabe dar e receber
Já provou do céu e do inferno
sem precisar morrer
ou se quiser pisar.
Abuso do que me abusa
Me lambuzo da carne
Do sangue quente, frente a ti
Como se estivesse possesso de inferno
Me embriago, destrincho-lhe as pernas
A boca, a língua, a fala e os gestos.
Sou um escroto, demônio
Que nada mais quer do que
Redenção no que busco em tudo que é intenso
Pois ele me liberta tudo que me é apatico e prende,
Assim posso meu proprio gozo
de luz nos outros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário