quinta-feira, 4 de setembro de 2014

06:00 Am

Tomo um chá de cadeira
em meu jardim,
deixo devaneios a fogo brando
até que o ápice
da bonança ebula em mim
até que meu corpo desabe em encanto.

e em repouso permaneço
atento,
anseio o canto dos pássaros
como um mantra,
zelando a cadência do chacoalhar dos ramos
Da minha alegre mangueira no quintal,

Sensações límpidas
intimamente envolventes
substancialmente raras, cotidianas
porem penetrantes no âmago das coisas.

Desabo em encanto
ao ver o sol distribuindo perdão
a cada dia que brota
no buquê do amanhã.
Hoje sou perdoado
pelo mais primitivo ser
que não nos tornamos.

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